Pesquisa sem síntese é apenas ruído. Aprenda o método passo a passo para converter entrevistas em Personas acionáveis.
Alunos tiram as entrevistas do "papel/gravador" e colocam em Post-its (físicos ou Miro/FigJam). Uma ideia/fato por post-it.
Introdução ao Método KJ (Kawakita Jiro). Clusterização colaborativa: agrupar post-its por temas.
Preencher os quadrantes: O que ele VÊ, FALA, ESCUTA e PENSA. Transformar os clusters em sentimentos.
Convergir o Mapa de Empatia em um Arquétipo. Uso de IA para refinar a narrativa.
O primeiro passo para domar o caos. Organize dados qualitativos baseando-se em suas relações naturais.
É uma técnica para agrupar e sintetizar grandes quantidades de dados qualitativos (ideias, opiniões, observações) com base em suas relações naturais.
Criado na década de 1960 pelo antropólogo japonês Kawakita Jiro (conhecido como Método KJ). Ele lidava com dados de campo antropológicos complexos e não lineares.
Porque o cérebro humano falha ao tentar analisar 100 fatos isolados. Precisamos de um método "bottom-up" (de baixo para cima) onde os próprios dados sugerem a estrutura, em vez de forçarmos categorias preconcebidas.
Transcreva cada fato, citação ou observação da entrevista em um
post-it separado. Não resuma demais. Uma ideia por post-it.
Dica: Use cores diferentes para cada
usuário entrevistado para rastrear a origem.
Em silêncio (para evitar viés de líderes), a equipe move os post-its parecidos para perto um do outro. Se alguém discordar, pode mover o post-it de volta. O grupo "dança" até estabilizar.
Leia os post-its do grupo e crie um título que capture a essência.
EVITE: Títulos genéricos
como "Problemas".
USE: Frases
descritivas como "Dificuldade em recuperar a senha no mobile".
Use adesivos redondos (ou emojis no FigJam) para votar nos grupos que representam as dores mais críticas ou as oportunidades mais valiosas.
A ponte entre o dado frio e a emoção humana. Uma ferramenta para "calçar os sapatos" do usuário.
Desenvolvido por Dave Gray (fundador da XPLANE). Enquanto a demografia diz "quem é", o mapa de empatia diz "como é ser ele".
Por que usar? Para expor conflitos cognitivos. Muitas vezes o usuário diz uma coisa (para parecer inteligente ou agradar), mas faz outra. É nesse conflito que mora a oportunidade de inovação real.
O que realmente importa para ele? (Ansiedades, sonhos não ditos)
Ambiente, amigos, o que o mercado oferece.
Comportamento em público. O que ele conta para os outros?
O que amigos, chefe e influenciadores dizem?
Escolha um dos grupos críticos que surgiram no Diagrama de Afinidade (Ex: "O usuário frustrado com login"). Não tente mapear "todos" ao mesmo tempo.
Use os dados da pesquisa. Se ele disse na entrevista "Isso é difícil", cole em Fala. Se ele suspirou ou demorou, cole em Sente.
Olhe para o todo. O que está impedindo ele de ser feliz (barreira)? O que ele ganharia se o problema sumisse (benefício)?
O Arquétipo Comportamental. A personificação dos dados para gerar empatia e foco no time de produto.
Criada por Alan Cooper (pai do Visual Basic) no livro "The Inmates Are Running the Asylum" (1999). Ele notou que engenheiros faziam software para si mesmos, não para usuários comuns.
Por que usar? Para evitar o "design elástico" (onde o usuário muda de acordo com a conveniência do desenvolvedor). A Persona cria um alvo fixo: "O Carlos conseguiria usar isso?".
Dados Dispersos
Não invente nada. Olhe para o quadrante de "Dores" e "Ganhos" que você acabou de preencher.
Dê um nome e um "sobrenome funcional" (Ex: "O Apressado"). Isso ajuda o time a memorizar quem ele é.
O passo mais importante. "Porque o Carlos é [Ansioso], o sistema deve ter [Feedback Imediato]". Isso conecta a persona ao design.
A Persona é a personificação dos dados. Não é "Maria, 25 anos". É "Maria, a Analista Sobrecarregada". Criada por Alan Cooper em 1999, ela serve para evitar que criemos produtos para nós mesmos.
"Eu só quero pagar o boleto, não quero ver propaganda."
Converta seus dados brutos de pesquisa em uma Persona estruturada.
Aguardando inputs para processar...